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Uma análise da interseccionalidade sexo e raça a partir das memórias das Estatísticas de gênero do IBGE

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dc.contributor.advisor Pinto, Diana de Souza
dc.contributor.author Silva, Simone Mello de Souza e
dc.date.accessioned 2026-06-22T23:23:09Z
dc.date.available 2026-06-22T23:23:09Z
dc.date.issued 2026-05-06
dc.identifier.citation SILVA, Simone Mello de Souza e. Uma análise da interseccionalidade sexo e raça a partir das memórias das Estatísticas de gênero do IBGE. 2026. 115 f. Dissertação (Mestrado em Memória Social) – Programa de Pós-Graduação em Memória Social, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2026. pt_BR
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/unirio/15265
dc.description.sponsorship n/a pt_BR
dc.language.iso Portuguese pt_BR
dc.rights openAccess pt_BR
dc.title Uma análise da interseccionalidade sexo e raça a partir das memórias das Estatísticas de gênero do IBGE pt_BR
dc.type masterThesis pt_BR
dc.contributor.referee Pinto, Diana de Souza
dc.contributor.referee Farias, Francisco Ramos de
dc.contributor.referee Soares, Joice de Souza
dc.degree.department CCHS pt_BR
dc.degree.grantor Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO pt_BR
dc.degree.level Mestrado Acadêmico pt_BR
dc.degree.local Rio de Janeiro,RJ pt_BR
dc.degree.program Programa de Pós-Graduação em Memória Social pt_BR
dc.subject.cnpq CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS.ARQUIVOLOGIA pt_BR
dc.subject.en Gender statistics pt_BR
dc.subject.en Intersectionality pt_BR
dc.subject.en Race pt_BR
dc.subject.en Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) pt_BR
dc.description.abstracten Due to its central role as the official producer of statistics for public policy-making in Brazil, the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) is responsible for portraying the country’s population, facing the challenge of giving visibility to diverse social groups, including those considered statistical minorities. As it approaches 90 years of activity, it was only in the 2000s that the term Gender Statistics emerged within the Institute, in alignment with the socio-historical and political context of contemporary feminist debates and with the recommendations of the United Nations Statistics Division. This research examines the uses of the term/concept gender in IBGE publications since the 2000s, adopting a decolonial feminist perspective and using intersectionality as an analytical tool. It investigates the extent to which analyses of gender inequalities incorporate race as a key social marker—particularly relevant in a country shaped by a colonial and slaveholding past, where the myth of racial democracy has long influenced collective memory. The analysis shows that the introduction of the term gender did not occur in a uniform or immediate manner, but was gradually incorporated into IBGE publications, in dialogue with international agendas and with theoretical and political disputes within feminist scholarship. In its substitutive-conceptual use, following the triple semantic framework proposed by Moschkovich (2024), gender is understood as a system that articulates the categories of men and women, functioning as an analytical key for interpreting power relations between them. The findings also reveal a progressive incorporation of the intersection between sex and race in gender statistics, enabling new formulations of social inequalities. As argued by Austin (1990), statements are not neutral but constitute social practices that produce effects in the world. In this sense, the textual shifts observed in IBGE publications index symbolic reconfigurations in the representation of women and in the hierarchies underlying the male–female binary system, indicating changes in the ways gender relations are named and interpreted. Drawing on Pollak (1989), institutions are understood as agents that operate processes of selection, defining whatshould be remembered and what may be marginalized or silenced. Gender statistics, therefore,do not merely reflect social reality; by classifying, organizing, and making certain groupsvisible, they should be understood as performative acts that actively contribute to theconstitution of the social world pt_BR
dc.degree.country Brasil pt_BR
dc.description.sponsordocumentnumber n/a pt_BR
dc.description.abstractpt Devido à sua centralidade enquanto órgão público produtor das estatísticas oficiais para a formulação de políticas públicas no país, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é responsável por traçar o perfil da população brasileira, tendo o desafio de dar visibilidade aos diversos grupos sociais, ainda que considerados minorias estatisticamente.Prestes a completar 90 anos de atividade, foi apenas nos anos 2000 que surgiu no Instituto —no âmbito das Estatísticas Sociais — o termo Estatísticas de Gênero, em consonância com ocontexto sócio-histórico e político das discussões feministas contemporâneas e alinhado às recomendações internacionais da Divisão de Estatística da ONU. A pesquisa se debruça sobreos usos do termo/conceito gênero nas publicações do IBGE a partir dos anos 2000, sob aperspectiva feminista decolonial, utilizando a interseccionalidade como ferramenta analíticapara investigar em que medida as análises das desigualdades de gênero consideram — entreoutros marcadores significativos para a realidade brasileira — a categoria raça, crucial em um país com passado colonial e escravocrata, em que, por muito tempo, operou o mito da democracia racial na memória coletiva. O percurso analisado evidencia que a introdução do termo/conceito “gênero” não ocorreu de forma imediata ou homogênea, mas foi sendo progressivamente incorporada às publicações do Instituto, em diálogo com agendas internacionais e com as disputas teóricas e políticas do campo feminista. No uso substitutivo-conceitual, conforme a tríplice semântica proposta por Moschkovich (2024), gênero passa a ser compreendido como o sistema que articula as categorias homem e mulher, funcionando como chave analítica para a interpretação das relações de poder entre essas categorias. A análise das publicações evidencia, ainda, um processo gradual de incorporação da intersecção entre as categorias sexo e cor ou raça nas estatísticas de gênero, possibilitando a formulação de novos enunciados sobre as desigualdades sociais. Conforme aponta Austin (1990), os enunciados não são neutros, mas constituem práticas sociais que produzem efeitos no mundo. Nesse sentido, as alterações textuais observadas nas publicações do IBGE indexicalizam reconfigurações simbólicas na apresentação da categoria mulher bem como nas hierarquias constitutivas do sistema binário mulher-homem, indicando deslocamentos nos modos de nomear e interpretar as relações de gênero. Com base em Pollak (1989), compreende-se que as instituições operam processos de seleção que definem quais aspectos devem ser lembrados e quais podem ser marginalizados ou silenciados. As estatísticas de gênero, portanto, não apenas refletem a realidade social: ao classificar, organizar e tornar visíveis determinadas experiências e grupos sociais, devem ser entendidas como atos performativos que participam ativamente da constituição do mundo social. pt_BR
dc.subject.pt Interseccionalidade pt_BR
dc.subject.pt Estatísticas de gênero pt_BR
dc.subject.pt Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pt_BR


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